Traducciones de poemas de Octavio Mora

 Ulisse


Perche Ulisse ha tornato senza rientrare

M.A. Asturias


Ulisse in Itaca, vivo come assente

Forse siano i residui del viaggio,

ma è così poco mio questo paesaggio 

che solo posso stare lontano da questa gente:


Se fosse mia, il taglio ha lasciato tale clivaggio

che la memoria ha cambiato tutto il fogliame

-parlavamo lo stesso linguaggio-

Ora c'è un'altra lingua vicina a me


Vivo in Itaca: la mia fronte

si allargò, i miei occhi sono più grandi,

e nella memoria porto altri confini:


Tuttavia è stato mio quest'orizzonte,

Ero giovane qui: Occhi che si spandi,

E vedono Itaca da lontano, senza origini.



Prometeo


Più che la terra, mi attira la tua leggerezza;

Mi affascina il tuo centro d'acque vive

in un'elica intorno d'un tempo legato 

all'ultime frontiere del silenzio

che sul mondo versi come mari:


I tuoi capelli avvolgono uccelli e foreste 

Un cielo intero entra nei tuoi mani e sesso:


E se ti dimentico, cade la notte, 

nella dimenticanza di tanti bussole

e molti aghi disorientati.


Il tempo si ferma nei tuoi passi

e sulle conchiglie e vele del tuo viaggio,

per che così trovi in me la gravità

dei mundi che ti hanno dato uccelli 

e cieli intatti come rocce.


Sono Prometeo, e sono preso dei ricordi

come gli Dei dell'eternità.


Ma il tempo si divora stesso: nei miei occhi

la terra focalizza l'uccello e indietro 

il peso della tua assenza alza le città.


Octavio Mora 


*Traducciones Portugués/Italiano por Daniel Pérez Segura (Ciudad de México, 1993)



Versioni Originali 


Ulisses


Porque volvió sin regresar Ulises

M.A. Asturias


Ulisses em Ítaca, vivo ausente

Talvez seja resíduo da viagem,

mas é tão pouco minha esta paisagem

que só posso estar longe desta gente:

 

Se foi minha, cortaram-na tão rente

que a memória mudou toda a folhagem –

falávamos idêntica linguagem –

Falo agora linguagem diferente:


Vivo em Ítaca ausente: minha fronte

alargou-se, meus olhos são maiores,

e na memória trago outros países:


Contudo, já foi meu este horizonte,

já fui jovem aqui : olho arredores,

E vejo Ítaca ao longe, sem raízes.



Prometeu


Mais que a terra, me atrai a tua leveza;

fascina-me teu centro de águas vivas

em hélice ao redor de um tempo atado

às últimas fronteias do silêncio

que sôbre o mundo esparzes como mares:


Teu cabelo envolve pássaros e bosques

todo um céu cabe em tuas mãos e sexo:


E se te esqueço, desce a noite,

num esquecimento de muitas bússolas

e muitas agulhas desnorteadas.


Detem-se o tempo sôbre teus passos

e sôbre conchas e velas de tua viagem,

para que tenhas em mim a gravidade

dos mundos que te deram pássaros

e céus incólumes como penedos.


Sou Prometeu, e estou preso à memória

como os deuses à sua eternidade.


Mas o tempo devora-se: em meus olhos

a terra centra o pássaro, e por dentro

o pêso de tua ausência ergue cidades.


Octavio Mora 


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